22 de março – Dia Mundial da Água

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22 de março é o Dia Mundial da Água. Foi uma criação da Organização das Nações Unidas com o objetivo de, anualmente, usar a data para discussão sobre os diversos temas relacionados a este precioso líquido. A preocupação com o meio ambiente é diária no Parque das Dunas, em razão disso, as oito lagoas fixas que se encontram entre os 6 milhões de metros quadrados de restinga, estão bem protegidas e servem como exemplo de conservação.

Na década de 80, a Lagoa das Dunas, em Camaçari, sofreu um grande impacto proveniente da lixiviação dos resíduos industriais da empresa LYONDEL (antiga TIBRAS), resultando na contaminação do lençol freático que alimenta a lagoa. O professor Salomão Pinho, doutorando em Ecologia, está desenvolvendo uma pesquisa nas lagoas do Parque, Vitória e Junco, que servirá como parâmetro de conservação no comparativo com a lagoa camaçariense. “É preciso saber se cada espécie está contribuindo corretamente com sua função para a manutenção da qualidade do local, como ocorre nas lagoas do Parque das Dunas”, explicou Pinho. O estudo teve início em setembro de 2011 e, segundo o pesquisador, deve durar cerca de um ano, contando com os resultados obtidos.

Em dezembro do ano passado (2011), o Parque recebeu a visita de estudantes do Curso Técnico Ambiental do SENAI, a pedido do professor da disciplina de Monitoramento Ambiental, Erik Petric. Durante a visita, que durou cerca de três horas, os alunos fizeram uma coleta na Lagoa do Junco para analisar a qualidade da água. “Pelo que pudemos perceber tudo indica que não há antropização nesta lagoa”, revelou uma das estudantes do grupo, Sandra Paim.

As lagoas do Parque das Dunas exercem um importante papel para o equilíbrio ambiental da área, é o que afirma Givaldo Reis, diretor acadêmico da UNIDUNAS. “Nossos sistema lagunar é muito importante pois tem uma grande contribuição tanto para o clima de Salvador, como reserva de manacial hídrico das dunas. São inevitáveis para a sobrevivência da fauna e flora local”, afirma Reis.

O presidente da UNIDUNAS, Jorge Santana, garante a proteção do local. “Uma das missões do Parque das Dunas é manter esse ecossistema em equilíbrio para contribuir com a preservação das espécies que aqui habitam”, conclui Santana.

As águas escuras das oito lagoas perenes (fixas) do Parque das Dunas, sem dúvida, se encontram em um nível de conservação admirável, além de portar uma beleza natural única, agradando e encantando as 40 mil visitas que já passaram pela trilha interpretativa durante os 15 anos de trabalho da UNIDUNAS na área.

Por Felipe Santana