A 3ª edição do Curso de Verão em Diversidade Animal supera as expectativas.

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Após uma trilha interpretativa com os participantes do Curso de Verão em Diversidade Animal, o Coordenador de Pós-Graduação da UFBA, Adolfo Calor, confessou que a vasta área de 5 milhões de m² e a conservação do ecossistema surpreendeu bastante. A aula nas areias de Praia do Flamengo foi ministrada pelo presidente da UNIDUNAS, Jorge Santana, que garantiu estar sempre disponível para outras visitas. “Quero que eles voltem mais vezes. Quando recebemos especialistas nesta área a troca de informações é muito válida”, explicou Santana.
Quem concordou com o comentário do presidente da UNIDUNAS foi o doutorando, Marcos Vinicius Peralva, que trabalha com restos de organismos calcários. “A troque de experiência é uma das coisas mais importantes neste curso”, disse o biólogo. O passeio pelo ecossistema de dunas, lagoas e restinga da APA do Abaeté, aconteceu no período da tarde e durou cerca de 3 horas.
Já no período da manhã os alunos participaram de aulas sobre Filogenia, que aborda a origem das espécies e as hipóteses de relações evolutivas, além de uma aula sobre serpentes. Segundo o participante do curso e biólogo da UNIDUNAS, Givaldo Reis, o curso sobre as serpentes e seu comportamento foi de extrema importância para sua atuação no Parque das Dunas. “É muito importante para o trabalho que realizo entender o comportamento alimentar, os diversos tipos de serpentes e os cuidados que devo ter caso alguém seja picado por uma serpente venenosa”, alertou Reis.
A aula realizada no Parque das Dunas no último sábado, 11/02, foi a única fora do Campus de Biologia, em Ondina. O evento realizado pelo Programa de Pós Graduação em Diversidade Ambiental, durou 6 dias e contou a participação de 40 alunos. O presidente da UNIDUNAS revelou que deste encontro, novos projetos vão surgir e adiantou que já esta conversando com Adolfo Calor, sobre a implantação de um Museu de Insetos. “Não existe na Bahia e se tudo der certo vamos fazer o primeiro”, adiantou Santana.
Já o pesquisador Calor, apesar de mostrar muito interesse em colocar em prática esta ideia, disse que é preciso ser cautoloso. “Precisamos fazer um levantamento minucioso da fauna do Parque para depois fazer, de fato, este museu”, explicou Adolfo, que assim como Santana, pretende fazer um museu educativo e não apenas uma mostra de animais.
Para participar da próxima edição do curso é preciso se inscrever, a partir de setembro, no site www.cursodiversidadeanimal.bio.ufba.br. O email para sugestões e perguntas é cursodeveraoanimal@gmail.com.