Fauna

A fauna do Parque das Dunas é característica do ecossistema de Restinga. A biodiversidade encontrada aqui é fundamental para manter o equilíbrio ecológico e o nível de conservação da área. “Conhecer para preservar”, este é o lema do Parque das Dunas. Toda a fauna pode ser contemplada durante uma das trilhas interpretativas sob a tutela de monitores e guardas ambientais treinados e capacitados para lecionar sobre dunas, lagoas e restinga e suas características.
Estamos inseridos em uma zona de crescente urbanização, localizados atrás do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, rodeados pelo crescimento desordenado de Salvador e Lauro de Freitas, o que torna o Parque das Dunas o único local preservado do nosso meio ambiente do Ecossistema de Lagoas, Dunas e Restinga de Salvador. Protegemos uma biodiversidade ameaçada verdadeiramente de extinção, como é o caso do lagartinho Ameivula abaetensis (Dias, Rocha & Vrcibradic, 2002), que está no livro vermelho dos animais ameaçados de extinção.
Coexistem aqui espécies como Troquelídeos (beija-flores), falconiformes(Carcará, Falcão Peregrino e Carijó), estrigiformes (coruja buraqueira, etc), emberizídeos(sabiá-da-praia), pelicaniformes (garças) e espécies já conhecidas e que também são encontradas na região.

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A Coruja Buraqueira, ou Caboré, em meados de 1930, foi vítima de uma grande seca no Nordeste que a fez migrar para onde hoje se encontra o Parque das Dunas.

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A biodiversidade encontrada no Parque das Dunas é única em Salvador e Região Metropolitana. Abrigamos 12 lagoas, algumas perenes, mas de água potável e repletas de indícios científicos de que aqui ocorre de fato uma filtragem da poluição advinda das grandes cidades.
Além dos animais citados acima, abrigamos espécies como gambás, saguis (o famoso mico), e morcegos. Na classe dos répteis temos: jacarés, teiús, iguanas e cobras como: jiboia, cascavel e sucuris para engrandecer a lista. Mais uma vez damos o devido destaque para o Lagartinho-do-abaeté (Ameivula abaetensis; Dias, Rocha & Vrcibradic, 2002), espécie endêmica (característica) do Parque das Dunas. Esta espécie era desconhecida da ciência até o ano de 2002, quando foi descoberta pelos biólogos Eduardo Dias (hoje docente da Universidade Federal de Sergipe), Frederico Rocha e Davor Vrcibradic (docentes da UERJ).
Desde então observamos atentamente este pequeno lagartinho exótico, que por capricho de nós seres humanos pode acabar por deixar de existir.

Assim como a flora local, muitos desses animais estão em processo de extinção caso não sejam devidamente resguardados e mantidos em seu habitat natural, protegidos assim do crescimento e invasão urbana contra a Mata Atlântica. Temos a obrigação de manter o Parque das Dunas preservado e intocado para as futuras gerações. Não podemos permitir que destruam o único pedaço de paraíso natural que sobreviveu em Stella Maris e Praias do Flamengo, aqui em Salvador. Precisamos dar aos nossos filhos um local puro e inocente, assim como uma criança, para que vejam o quão bela, apesar das adversidades, é a vida.

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