Movimento do Parque das Dunas volta ao normal com promoção de estudos acadêmicos

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Fim do recesso junino! A rotina da UNIDUNAS voltou ao normal nesta sexta-feira do dia 29 de junho de 2012. Alunos da Universidade Federal da Bahia – UFBA e Centro Universitário Jorge Amado, UNIJORGE – promovem pesquisas acadêmicas no Parque das Dunas.

A bióloga Vanessa Silva (FOTO), que está fazendo seu mestrado na UFBA, visitou o Parque na manhã de hoje para dar início à pesquisa da sua tese. O primeiro passo foi a coleta de solo, que analisará a relação do mesmo com a comunidade vegetacional. O trabalho não se limitará somente às dunas do Flamengo, também serão feitas coletas, utilizando-se a mesma metodologia, na APA de Guarajuba e Massarandupió, como comparação. O estudo consiste em investigar condições geoambientais de comunidades de dunas que só acontecem no litoral norte baiano. Segundo Vanessa, o resultado visa a conservação das áreas em questão, ameaçadas pela especulaçãoimobiliária. “Há espécies específicas que só nascem nestas áreas”, afirma. O projeto está previsto para ser concluido dentro de 1 ano. “Uma etapa agora, no período chuvoso, e outra em outubro, no período seco”, conclui a bióloga, que programa apresentar sua tese de mestrado em junho de 2013.

Cursando o 5º semestre do curso de Biologia da UNIJORGE, Wemerson Moreira e outros 3 colegas de turma também estudam uma espécie endêmica. Eles promovem uma pesquisa que consiste em conhecer melhor a polenização da “Marcetia ovalifolha”, planta endêmica da restinga. “Veremos desde visitantes florais até a fenologia, epóca de floração, frutificação e queda de folha”, afirma Moreira. O estudo, perto da conclusão, já dura cerca de 1 ano e meio. O resultado pode indicar a relevância da importância da espécie no ecossistema em questão, o que vai colaborar com a continuidade da preservação, blindando ainda mais a área de possíveis antropizações. Para isso, os graduandos terão de visitar as dunas no turno da noite e, mais uma vez, utilizar os alojamentos do Parque das Dunas. “Já precisamos outra vez e fomos bem acolhidos, tudo de acordo com nossas necessidades”, ressalta o estudante. No Parque, os pesquisadores que necessitem de pesquisas noturnas são contemplados com uma pequena estrutura de fogão, geladeira, sanitários e um quarto.

Além disso, a sala de aula da Mata Atlântica já voltou a receber os alunos dos cursos da parceria SENAI/UNIDUNAS e amanhã, à partir das 7h acontecerá uma trilha interpretativa. Os resultados das pesquisas serão publicadas aqui no site da UNIDUNAS.

Por Felipe Santana