Pesquisa indica que Unidades de Conservação preservam a memória ambiental de Salvador

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Pesquisa acadêmica divulgada em renomada revista científica indica que unidades de conservação (UCs) em Salvador protegem o meio ambiente e contém o crescimento urbano em áreas verdes da capital. Trata-se do trabalho de conclusão de curso do geólogo Diego Idelfonso, sob orientação do professor Ricardo Galeno, realizado com o objetivo de verificar o estado de conservação da Parque Municipal das Dunas e demais UCs ali existentes.

Os geólogos, entre outras metodologias, analisaram imagens aéreas de 1976 até 2017 e constataram um crescimento expressivo entre os anos de 76 e 89. De acordo com o professor Ricardo Galeno, o crescimento a partir do ano de 1989 diminui, mas mas segue avançando sobre remanescentes naturais da cidade. É a partir de 1998, com a criação de unidades de conservação como o Parque das Dunas, que o crescimento é contido e isso demonstra a importância da criação dessas unidades. “Queremos alertar para as organizações o valor que tem essas unidades de conservação, pois agrega qualidade de vida e conhecimento para a população de Salvador, uma cidade carente de áreas que conservem sua paisagem natural e esse trecho é, praticamente, um dos últimos remanescentes do que era a paisagem da orla atlântica da nossa capital”, afirma o docente.

De acordo com a pesquisa, a área possui ainda valor do ponto de vista cultural, como a utilização do local por parte de religiões de matrizes africanas. Além disso, a comunidade também se beneficia com o trabalho de educação ambiental promovido pelo Parque das Dunas desde o ano de 1994, atingindo um número significativo de pessoas através de visitações e trabalhos de educação ambiental, tendo inclusive reconhecimento mundial, como a titularidade da UNESCO, onde foi classificado como Posto Avançado da Reserva de Biosfera da Mata Atlântica. O ambientalista Jorge Santana, um dos criadores do Parque, atribui a consolidação do projeto ao incentivo de pesquisas acadêmicas aliada a visitação guiada promovida no local. “A educação ambiental sempre foi o carro-chefe da nossa instituição. Conhecer para preservar é o nosso lema”, afirma Santana.

O estudo foi publicado na Revista Geociências, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), bem reconhecida no meio acadêmico. A revista divulga trabalhos sobre temas da Geologia e Geografia Física de interesse para a comunidade geocientífica e profissionais em geral.

Segue o link para consulta: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/geociencias/article/view/13060/11616

Por Felipe Santana

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